Mapeamento de Competências: o que é e como aplicar na gestão?

Mapeamento de Competências: o que é e como aplicar na gestão?

O mapeamento de competências é um grande diferencial para a gestão de pessoas. Afinal, essa estratégia permite elencar habilidades importantes para os profissionais de uma empresa, guiando a formação de equipes.

Por isso, com o tempo, as organizações estão adaptando e mobilizando todos os níveis hierárquicos em prol dessa estratégia. Agora, o foco está em identificar o potencial e desenvolver as competências dos seus colaboradores.

Dessa forma, é possível identificar as lacunas e investir em práticas para agregar valor ao negócio e manter a vantagem competitiva a longo prazo.

Quer saber mais? Continue a leitura e entenda como aplicar o mapeamento de competências na sua equipe e quais os principais benefícios! Vamos lá?

O que é Mapeamento de Competências e qual o seu objetivo?

O mapeamento de competências consiste no entendimento e organização do leque de habilidades esperadas e desenvolvidas nos profissionais de uma empresa. Por isso, é projetado para avaliar as competências técnicas (hard skills) e as habilidades comportamentais (soft skills).

Pensando no conceito, o termo ‘competência’, no âmbito da gestão em Recursos Humanos, surgiu nos anos 70 e 80. Porém, só passou a fazer parte de forma mais cotidiana na linguagem corporativa em meados de 1990.

As competências, de um modo geral, são um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes para desempenhar determinada função. Já as competências organizacionais são o conjunto de fatores que diferenciam uma empresa. Tudo isso ajuda a formar a identidade da organização nos mercados em que atua.

Veja, abaixo, alguns exemplos de habilidades que o mapeamento de competências pode contemplar!

Hard skills

As hard skills são as habilidades técnicas aprendidas por meio de cursos, treinamentos, workshops e formação acadêmica.  Trata-se de todo o aprendizado adquirido e que pode ser transmitido em aspectos físicos ou tangíveis. São exemplos:

  • uso de algum software;
  • proficiência em outro idioma;
  • gestão de projetos;
  • domínio em programação, entre outros.

Soft Skills

As soft skills estão associadas aos traços comportamentais e aos aspectos emocionais dos indivíduos. Por isso, são habilidades que podemos desenvolver ao longo da vida e que podem ser aperfeiçoadas com o autoconhecimento e as experiências adquiridas.

Por se tratar de uma alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados, o mapeamento de competência permite uma melhor identificação e aprimoramento dessas habilidades.

Veja alguns exemplos de soft skills:

  • comunicação eficiente;
  • gestão das emoções;
  • empatia;
  • flexibilidade;
  • solução de problemas;
  • visão estratégica, entre outros.

Como a gestão pode se beneficiar do mapeamento de competências?

Além de orientar a ampliação de competências, que aperfeiçoam o desempenho profissional, o mapeamento também promove um desenvolvimento e progressão de carreira mais assertivos.

Isso favorece a produtividade no trabalho, o engajamento das equipes, a retenção de talentos e a redução de custos com processos seletivos.

Além disso, por meio do mapeamento de competências, a área de gestão poderá decidir, planejar e viabilizar ações mais efetivas. Com isso, os esforços serão direcionados de maneira adequada para seus profissionais e os objetivos de negócio.

Outros benefícios são a realização de melhores contratações, a gestão mais estratégica de pessoas e a construção de Planos de Desenvolvimento Individuais (PDIs).

Como realizar um mapeamento de competências passo a passo?

O mapeamento das competências pode ser feito de duas formas: por meio de pesquisa e por meio da própria observação. A opção de pesquisa bibliográfica busca avaliar o papel desempenhado por cada colaborador por meio da literatura documental.

Já a pesquisa objetiva é feita por meio de questionários (com perguntas abertas e fechadas). Esses questionários são preenchidos para que os funcionários e gestores indiquem a resposta que mais se aproxima da situação real de cada pessoa.

Por outro lado, a observação requer que a pessoa responsável pelo projeto acompanhe in loco o dia a dia das equipes, além de avaliar o clima organizacional.

Contudo, algumas práticas podem guiar a implementação desse processo na sua empresa. Confira como fazer o mapeamento de competências em 5 passos!

1. Entenda o cenário atual do negócio

O primeiro passo para realizar um mapeamento de competências eficiente está em entender a realidade da empresa e seu planejamento estratégico.

Assim, a partir de pesquisas internas, observação empírica, análise de indicadores e mapeamento do perfil comportamental das equipes, será mais fácil identificar as habilidades necessárias ao negócio.

A partir disso, liste competências importantes e as utilize como diretriz para o recrutamento e seleção e para os projetos de desenvolvimento.

2. Defina indicadores e metas

A partir das habilidades listadas como importantes, comece a observar onde seus colaboradores se encontram e o que precisam aprimorar. Para isso, defina indicadores (KPIs) coerentes, bem como metas individuais e de equipe.

Dessa forma, será mais fácil alinhar expectativas e propor ações mais direcionadas às necessidades de cada profissional.

3. Invista em tecnologia no RH

A tecnologia no RH pode ser uma grande aliada para diversos processos, desde a atração até o desenvolvimento de talentos.

No mapeamento de competências, a análise preditiva representa um importante acelerador de resultados. Isso porque pode auxiliar a identificar o potencial de performance dos indivíduos, seu estilo de aprendizagem e soft skills que apresenta.

Tudo isso irá ajudar RH e lideranças a direcionar suas ações de maneira estratégica, com base no fit cultural e nas potencialidades de cada um.

4. Apure os dados coletados

Após as etapas acima, chegou o momento de analisar os dados levantados para o mapeamento de competências. Isso significa descobrir quais profissionais apresentam determinadas aptidões e quais vão precisar desenvolvê-las.

É muito importante efetuar o cruzamento dos dados obtidos com a visão, valores e estratégias de mercado da empresa.

Isso significa sistematizar a implementação do mapeamento do processo como solução ideal, permitindo que as organizações baseiem seu processo de gestão de pessoas em referências reais.

5. Acompanhe resultados e promova mudanças

O mapeamento de competências é um processo contínuo, que faz parte da construção das diretrizes estratégicas do negócio. Por essa razão, é interessante acompanhar os resultados de perto e promover mudanças quando necessário.

Afinal, a cultura organizacional e a gestão de pessoas são processos vivos, não é mesmo?

Qual o modelo de mapeamento de competências mais conhecido?

O modelo de mapeamento mais conhecido é o CHA, sigla para as palavras que definem três pilares: conhecimentos, habilidades e atitudes.

  • Conhecimentos: o conjunto de informações necessárias para desempenhar uma função.
  • Habilidades: competências técnicas dos colaboradores, que podem ser desenvolvidas por meio de treinamentos.
  • Atitudes: a capacidade ou tendência para agir diante de situações positivas ou negativas.

Mas, antes de partir para o mapeamento das competências, cabe à empresa listar as que são mais relevantes para o desempenho da função e evolução do negócio, certo?

Além disso, é ideal já levantar as ferramentas, as tarefas e os comportamentos necessários, bem como os resultados almejados.

O que levar em consideração na análise de competências?

É importante ressaltar que o processo de aprimoramento dos conhecimentos, habilidades e atitudes são contínuos. Além disso, é essencial que a organização invista em seus talentos e acredite que cada um que faz parte desse meio é passível de desenvolvimento.

Lembre-se de que as pessoas são o principal ativo para o sucesso do negócio e realmente invista em seu potencial! Assim, a sua empresa terá bons profissionais hoje e excelentes talentos amanhã.

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Autora
Mapeamento de Competências: o que é e como aplicar na gestão?
Supervisora de Recrutamento e Seleção
Formada em Psicologia e pós-graduada em Gestão de Pessoas e Processos, Érica atua como Especialista em Recrutamento e Seleção há 11 anos. Trabalha na Selpe há 9 anos, como Supervisora de Recrutamento e Seleção na Unidade de Conselheiro Lafaiete.