Como usar a Análise Preditiva de forma estratégica no RH?

Como usar a Análise Preditiva de forma estratégica no RH?

Você já ouviu falar em análise preditiva? Para o setor de Recursos Humanos, esse conceito é de extrema importância. Afinal, muitos dos seus desafios estão relacionados com a redução das taxas de turnover, aumento de engajamento, produtividade e boas contratações.

Nesse cenário, esses fatores são verdadeiros indicadores de sucesso das iniciativas de Gente e Gestão. Eles revelam muito sobre o clima organizacional, a cultura da empresa e os investimentos corporativos.

Por meio de análises preditivas e da tecnologia no RH, é possível antecipar problemas e prever comportamentos futuros, como gargalos na comunicação, baixo desempenho e ruídos entre líderes e liderados. Além de realizar contratações mais certeiras. Quer saber como tudo isso acontece? Continue a leitura e descubra:

O que é Análise Preditiva?

A análise preditiva é uma forma avançada de análise de dados que permite prever tendências, comportamentos e resultados futuros. Tudo isso, combinando a mineração de dados, a Inteligência Artificial, a ciência comportamental, o machine learning e algoritmos personalizados.

Embora o conceito não seja novo, esse tipo de análise tem ganhado bastante força nos processos de Gente e Gestão. Ao aplicar soluções preditivas, as empresas conseguem otimizar e ter mais estratégia e efetividade em seus processos — inclusive no RH.

Afinal, os profissionais conseguem basear as suas decisões em dados e usá-los estrategicamente nas demandas do setor, como no mapeamento de perfil comportamental.

Como funciona uma Análise Preditiva no RH?

A análise preditiva é realizada a partir da construção de um modelo preditivo que, quando aplicado a dados, consegue prever situações diversas. Assim, para ter resultados precisos, as organizações podem usar dados históricos, atuais e coletados de questionários específicos.

Afinal, as informações extraídas de testes de recrutamento, por exemplo, são fundamentais para a gestão de pessoas, pois preveem aspectos do comportamento humano e raciocínio. O objetivo deles é chegar a uma caracterização detalhada do perfil comportamental, de acordo com um conjunto de critérios pré-definidos.

Além disso, essa análise oferece outros insights para o RH. A partir dela, é possível usar os dados para avaliar a adaptação e compatibilidade dos profissionais com as lideranças e equipes. Tal qual, com o melhor modelo de trabalho — híbrido, presencial ou remoto — trazendo um tipo de pontuação para cada pessoa avaliada (remote score).

Com isso, o RH consegue prever o sucesso daquela pessoa em um determinado cargo ou equipe. E, assim, construir times mais alinhados entre si, o que aumenta a produtividade e proporciona crescimento para os talentos e o próprio negócio.

Como a Análise Preditiva pode potencializar os resultados do RH?

O RH tem assumido um papel mais estratégico nos últimos anos, agregando mais valor à empresa. E muito dessa transformação está ligada ao uso da análise de dados e da tecnologia.

Como vimos, essas metodologias auxiliam na tomada de decisão e servem para antecipar situações problemas e projetar mudanças.

Um exemplo de uso da análise preditiva no RH está em sua aplicação nos processos seletivos. Por meio dela, é possível prever o potencial de performance de uma pessoa, por meio da combinação de três fatores-chave:

  • o modo como a pessoa pensa (suas habilidades);
  • o que a coloca em movimento (suas motivações);
  • e o modo como ela se comporta diariamente (sua personalidade).

Além disso, os resultados coletados a partir dessas análises servem como base para a estruturação de estratégias de desenvolvimento individual e de equipe. Como também, para traçar um perfil corporativo, que permeia todos os colaboradores e é a diretriz para ações voltadas para a cultura organizacional.

Onde usar a análise preditiva no RH? Exemplos

Como você já sabe, a análise preditiva pode ser aplicada em diversas situações e áreas — e no RH, suas funcionalidades podem ir além das ações já citadas até aqui. Veja a seguir!

  1. Acompanhar mais de perto o desenvolvimento dos colaboradores.
  2. Otimizar processos de Gente e Gestão.
  3. Identificar oportunidades de crescimento de carreira.
  4. Determinar percentuais de risco de demissões voluntárias.
  5. Identificar profissionais insatisfeitos que podem prejudicar a equipe.
  6. Reconhecer os pontos fortes e fracos do quadro de pessoal.

Tudo isso resulta em mudanças corporativas e benefícios estratégicos. Veja no próximo tópico!

Por que aplicar a Análise Preditiva no RH?

Ao apostar na análise preditiva dentro do setor de RH, as organizações podem contar com vantagens, como:

  • maior retenção de talentos e redução do turnover;
  • processos seletivos mais certeiros;
  • mais satisfação e engajamento dos colaboradores;
  • maior produtividade no trabalho;
  • mais integração e alinhamento entre as equipes;
  • assertividade nas ações de capacitação;
  • redução de custos.

A Le BHV Marais, uma das maiores lojas de departamento de Paris, na França, por exemplo, conseguiu alcançar alguns desses benefícios. Em uma parceria com a Selpe, a empresa utilizou modelos preditivos próprios para transformar seus processos seletivos e realizar contratações certeiras. Veja no case de sucesso a seguir!

Quais os diferenciais da Análise Preditiva para o recrutamento e seleção?

Os processos de recrutamento e seleção são parte fundamental da estratégia corporativa. Afinal, é a partir deles que novos talentos chegam à organização, certo? Por isso, investir em tecnologia e novas metodologias é essencial para captar profissionais com um alto potencial de performance e fit cultural.

Quando aplicamos a análise preditiva aos processos seletivos, por exemplo, isso configura um recrutamento preditivo. Essa estratégia pode trazer diversos benefícios para a sua empresa e listamos os principais deles a seguir, confira!

Otimização na triagem de currículos

Com a análise preditiva, é possível traçar o perfil ideal de profissional para cada oportunidade. Assim, no momento da triagem de currículos, torna-se viável organizar de forma automatizada aqueles que são mais compatíveis com os pré-requisitos de uma vaga.

Avaliação comportamental e de fit cultural

Os testes envolvidos na construção de modelos preditivos, como o teste de fit cultural, fazem uma avaliação completa de perfil dos profissionais. Para isso, eles buscam compreender como uma pessoa pensa, se expressa e reage em determinadas situações.

A partir dessas informações, é possível avaliar a compatibilidade do profissional com as áreas e fazer um mapeamento de competências completo. Dessa forma, a gestão de pessoas e os líderes conseguem diagnosticar os perfis mais adequados para determinada função.

Uso de People Analytics

O people analytics, em conjunto com a análise preditiva, permite que um processo seletivo seja mais ágil e preciso. Isso porque ele realiza uma busca aprofundada sobre cada candidato. E como resultado, contribui para que os recrutadores consigam compreender os talentos para além das informações presentes nos currículos.

Projeção de programas de desenvolvimento

Com os modelos preditivos, é possível, desde o recrutamento e seleção, identificar habilidades de destaque em cada candidato e mapear zonas de aprimoramento. O que é essencial para a atração e retenção de talentos.

Tenha em mente que os colaboradores procuram adquirir conhecimentos e vivenciar novas experiências onde trabalham, buscando se tornar pessoas melhores e mais capacitadas.

Como colocar a Análise Preditiva em prática no R&S?

Antes de implementar novas soluções no recrutamento e seleção, é preciso conhecer a fundo os objetivos estratégicos do negócio e a cultura da empresa.

Além disso, é fundamental entender a relação dos colaboradores e gestores com as inovações para o setor, bem como inserir aos poucos a tecnologia no RH e demais áreas da companhia.

Pensando em tudo isso, confira a seguir 3 etapas que vão ajudar você a colocar a análise preditiva em prática!

1. Avalie o contexto atual da empresa

A primeira coisa a ser feita é uma avaliação completa do cenário atual do negócio. Para isso, conheça a cultura organizacional, o estilo de liderança da empresa e seus processos internos.

Isso pode ser realizado por meio de questionários sobre cultura e rotina, pesquisas de clima organizacional e avaliações de desempenho e feedbacks, por exemplo.

2. Avalie o perfil de colaborador ideal

Depois disso, também é preciso avaliar internamente colaboradores que já ocupam uma posição para a qual você quer construir um modelo preditivo. Nesse momento, considere cada um dos três fatores-chave do potencial que já foram citados neste artigo.

Lembre-se de que não existe a pessoa perfeita, mas sim um perfil profissional e características que mais se aproximam da cultura e das metas do negócio. Com o resultado dessas análises, é preciso vincular essas habilidades com duas variáveis:

  • o nível de desempenho efetivamente entregue por cada um dos talentos nessa posição;
  • a qualidade de sua atitude, entendida como o alinhamento com a cultura corporativa e maneiras de fazer as coisas dentro da organização.

Com a comparação entre essas duas categorias de dados (por um lado, “quem são as pessoas”, por outro, seus resultados e atitudes no trabalho), é possível identificar os chamados “preditores de desempenho e satisfação na posição”.

3. Inserir a análise preditiva aos poucos na rotina da empresa

Uma boa alternativa para dar prosseguimento na estratégia de colocar a análise preditiva em prática, é aplicar a metodologia aos poucos.

Comece pelas lideranças e expanda para os demais colaboradores, entendendo quem faz parte da companhia. Assim, a prática será mais natural, contemplará a todos e despertará curiosidade e senso de pertencimento.

Apenas depois desses primeiros momentos de prática interna e definição de expectativas para o futuro, implemente a análise preditiva no recrutamento e seleção, expandindo para seu potencial máximo enquanto estratégia.

Como implementar a Análise Preditiva na sua empresa?

Para implementar a análise preditiva em processos além do RH, é necessário seguir alguns passos importantes. É claro que não existe fórmula pronta para todas as empresas, mas algumas boas práticas são essenciais:

  • antes de coletar as informações, é preciso definir o objetivo do seu projeto;
  • depois disso, pode ser interessante compilar os dados, identificando e coletando informações volumosas e verídicas;
  • com os elementos em mãos, é necessário analisar os dados, selecionando-os e modelando-os para chegar a uma conclusão;
  • o próximo passo é elaborar as estatísticas para testar e validar as hipóteses e conclusão;
  • após reunir e testar as informações, crie o modelo preditivo que já forneça possíveis insights para o futuro;
  • com os primeiros resultados, é hora de implementar a modelagem, gerando relatórios e tomando decisões baseadas nos dados;
  • por fim, é necessário monitorar os resultados, verificando se os dados obtidos são confiáveis e compatíveis com as previsões.

Como vimos, apostar em soluções preditivas para recrutar, selecionar e desenvolver os melhores profissionais é uma ótima estratégia de negócio!

Com base em metodologias robustas e tecnologia, sua empresa será capaz de realizar contratações mais efetivas e processos de desenvolvimento profissional mais certeiros e objetivos.

Agora que você já entendeu a importância da análise preditiva para o sucesso de empresas e profissionais, que tal aplicar essa ferramenta no recrutamento especializado? Faça o download do infográfico e entenda o processo do início ao fim!

Autora
Como usar a Análise Preditiva de forma estratégica no RH?
Gerente de Negócios | AssessFirst Brasil
Graduada em Letras e Marketing, com MBA em Gerenciamento de Projetos pelo Ibmec, Tássia possui ampla experiência em gestão. Lidera a AssessFirst na Selpe, implementando soluções conectadas ao desenvolvimento humano. Fora do ambiente profissional, Tássia gosta de viajar e explorar novas culturas.